segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Extremismo religioso mata 39 católicos na Nigéria

Até onde o animal "ser humano" chegará com suas atitudes impensadas e egoístas!?

O tema extremismo religioso e facções radicais de "qualquer" (digo, qualquer mesmo!) religião ou grupo religioso ou qualquer movimento é um alvo constante na mídia.

O fato é que esses "ataques", cada vez mais constantes, nos fazem refletir, o animal "ser humano" está regredindo? Estamos voltando à Idade Média? Estamos retrocedendo?

Veja matéria que saiu no The Christian Post, na Edição de Natal, dia 25/12/11, um absurdo!

Explosão em Igreja na Nigéria deixa pelo menos 39 mortos em Missa de Natal

"Muçulmanos de seita radical na Nigéria atacaram uma igreja católica neste domingo matando 39 pessoas. A maioria morreu nas escadas depois da missa de celebração de Natal depois de uma explosão.


Uma seita conhecida como Boko Haram explodiu bombas em diferentes lugares, atingindo duas igrejas. Uma primeira bomba explodiu na igreja católica St. Teresa em Madalla, próximo à capital da Nigéria.

Como resultado da primeira explosão 35 pessoas foram mortas e 52 ficaram feridas, segundo o coordenador da Agência de Gerenciamento de Emergência Nacional da Nigéria. Não sendo possível ter atendimento suficiente para os feridos, estes agonizavam em poças de sangue. (...)"

Leia matéria na íntegra clicando aqui.

É para refletirmos: até onde pode chegar a estupidez humana!?

Todo e qualquer tipo de radicalismo, independente da crença ou religião, se muçulmano, católico, evangélico ou não, deve ser duramente combatido. Temos que nos amar!

Nós, cristãos, verdadeiros seguidores de Cristo, devemos nos manifestar contra todo e qualquer ato que venha ferir a dignidade humana e principalmente a vida!

Independente qual seja a crença, cor, sexo ou raça, todos são livres para seguirem suas crenças.

Oremos em favor das vítimas.

Oremos a Deus pela sua misericórdia.

Oremos para Jesus voltar!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Manuscrito mais antigo com Dez Mandamentos é exposto em NY

Saiu na Folha de São Paulo, na Edição de hoje, 19/12/11.

"O manuscrito mais antigo e conservado com as mensagens dos Dez Mandamentos que, segundo a fé judaica, Moisés recebeu no Monte Sinai, está exposto desde sexta-feira (16) no Museu Discovery de Nova York.

Escrito em hebraico, o pergaminho de mais de 2.000 anos possui aproximadamente 45 cm de comprimento por 7 cm de largura e faz parte da mostra mais ampla sobre os manuscritos do Mar Morto, que inclui mais de 500 artefatos cedidos pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA, na sigla em inglês).

O documento foi descoberto em 1954 e, segundo o Museu Discovery, faz parte de uma coleção de mais de 900 peças encontradas ao longo dos anos 40 e 50 em uma gruta de Qumran, região situada próxima ao Mar Morto.

Os manuscritos, também escritos em aramaico e grego, além de hebraico, são os documentos mais antigos encontrados sobre a vida na Judeia.

Segundo o museu nova-iorquino, "os Dez Mandamentos são as regras que constituem os pilares da moralidade e da lei do mundo ocidental", destacando que o texto "reúne e define como os homens e as mulheres devem trabalhar e viverem juntos sob sua fé em uma sociedade civil".

Essa é a primeira vez que esse pergaminho será exposto em Nova York. A peça, que contém fragmentos do Deuteronômio, é datado entre os anos 50 e 1 a.C. e é um dos dois únicos manuscritos antigos com os Dez Mandamentos que existem atualmente.

Apesar do tempo de existência, o Museu Discovery confirmou que o estado de conservação do manuscrito é "excepcional", apesar de ser feito com um material tão frágil como a pele de um animal, ou seja, muito vulnerável à umidade, a luz e as variações na temperatura.

O outro manuscrito, conhecido como o Papiro Nash, está armazenado na Universidade de Cambridge. Apesar de estar fragmentado, a peça é datada entre o ano 150 e 100 a.C.

A identidade do autor das escritas é desconhecida, embora a instituição nova-iorquina tenha afirmado que muitos especialistas acreditam que todos os manuscritos do Mar Morto foram escritos por integrantes de uma seita que se distanciou do Judaísmo e viveu no deserto de Israel do século 3 a.C. até o ano 68 d.C.

O pergaminho dos Dez Mandamentos poderá ser visto até o próximo dia 2 de janeiro, enquanto o resto da exposição, que foi inaugurada 28 de outubro, permanecerá aberta até o dia 15 de abril de 2012.

fonte: Folha de São Paulo.


Nota do Plug Vida:

A verdade é que o mundo faz de tudo para "destruir" as provas da autenticidade bíblica.
A realidade é que é mais fácil as pessoas acreditarem que tudo é "ficção" e ou "mitologia hebraica", do que acreditarem que Deus realmente existe e escolheu um povo, uma nação!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Comemoração do Dia da Bíblia

Hoje farei uma postagem diferente.
Não se trata de um estudo ou exegese bíblica.
Mas simplesmente em agradecimento a Deus pela Bíblia.

O segundo domingo de dezembro, anualmente é comemorado o Dia da Bíblia Sagrada, inclusive sendo a comemoração estendida para toda semana.

A Bíblia é um Livro fantástico que trata de diversos assuntos, temas, pessoas e períodos históricos, mas o fato é que a Bíblia é destinada àqueles que querem realmente ter uma vida diferente.

Como um teólogo e exegeta, deixo aqui essa postagem em comemoração a Bíblia Sagrada, um livro que realmente mudou a história da humanidade.

Parabéns a todos que usam, estudam, se aprofundam e vivem as palavras que estão nesse Livro Sagrado.

Parabéns a todos que compilaram, traduziram, colaboraram para que essa palavra continue viva até os dias de hoje.

Viva a Palavra do nosso Deus.

"Passará o céu e a terra,
porém as minhas palavras não passarão." 
Mateus 24:35

Pr. Júlio César Loureiro Ronqui

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Santo Agostinho e sua influência.

Recebi um e-mail do Bispo Ildo, da Igreja Metodista Livre e achei interessantíssimo compartilhar com os queridos irmãos(ãs) e leitores(as).


Quantas vezes somos induzidos a crermos que Santo Agostinho foi um teólogo que influenciou a Reforma Protestante, mas veja o texto abaixo, que  extraí do site do Bispo Ildo, o qual inclusive indico para estudos e leitura diária. (Escatologia Cristã)

"Como é que um herege como Agostinho pode ter tido tanta influência não só sobre católicos mas também sobre muitos protestantes?

É assustadora a quantidade de heresias introduzidas ou potencializadas por Agostinho:


1) que Maria teria nascido e vivido sem pecado,
2) que existe um purgatório,
3) que os sacramentos salvam,
4) e que não há salvação fora da Igreja Católica,
5) que a autoridade do Papa e da Igreja estão acima daquela da Bíblia,
6) que é correto perseguir e matar os hereges, tornando-se, assim, uma espécie de pai da Santa Inquisição,
7) que Deus predestinou uns para o céu e outros para o inferno e
8) que sexo é pecado até mesmo dentro do matrimônio,
9) que o pecado é transmitido hereditariamente através das relações sexuais e
10) e a idéia de que o pecado está na carne e que o homem só pode ser liberto do domínio do pecado quando se libertar da carne através da morte, idéia de influência gnóstica e que os calvinistas costumam também endossar, o que implica em dizer que a morte é mais poderosa do que Jesus, pois somente ela nos libertará do domínio do pecado.


Mas não é isto que o Apóstolo Paulo ensina em Romanos 6 e que também encontramos em inúmeras outras passagens bíblicas que falam do novo nascimento que nos confere um novo coração que nos capacita a vencer o pecado. Como é, então, que um herege destes pode tido também tanta influência sobre os protestantes?

Sabe, Agostinho conquistou uma influência política muito grande dentro da igreja. Sendo um bispo africano, ele exerceu um papel fundamental no combate ao donatismo que era um grupo muito forte no norte da África e que, naquela época, protestava contra diversos erros da Igreja Romana, buscando autonomia. Não que eu endosse todas os ensinos deles, mas apenas reforço que a questão principal que motivou tamanha perseguição era muito mais política do que doutrinária.

Agostinho foi muito bem sucedido neste feroz combate, o que praticamente extinguiu o donatismo. Por esta razão, Roma tornou-se muito grata e devedora a ele. Isto explica como é que Pelágio acabou sendo condenado, após sua morte, no concílio de Éfeso, quando já havia sido em vida julgado e absolvido em dois outros concílios.

Agostinho perseguiu a Pelágio porque ele combatia a doutrina da predestinação tão defendida por Agostinho. Como a Igreja Romana caçava e destruía todos os escritos dos condenados como hereges, não temos quase nada a respeito de Pelágio a não ser a visão oficial que é extremamente tendenciosa. Pode muito bem ser o caso de que os ensinos de Pelágio fossem originalmente mais bíblicos do que da forma como são apresentados pelos registros oficiais da história.

Como é que se deu a influência de Agostinho sobre o protestantismo?



Bem, como a queixa principal de Lutero era contra a cobrança de taxas para conceder o perdão aos pecadores, ele busca convencer o Papa apoiando-se não apenas nas Escrituras, mas também em um renomado teólogo católico que é o Santo Agostinho, cujos ensinos favorecem a idéia da salvação pela graça e não pelas obras. Tal simpatia por Agostinho acaba abrindo brecha para a aceitação de algumas de suas demais teses, como a predestinação. E o reformador Calvino segue como discípulo de Agostinho até mesmo no que diz respeito a perseguição e morte dos hereges.

Creio que o contexto de Lutero e Calvino explicam um pouco o apego deles aos ensinos de Agostinho, o que dava uma base sólida para os protestantes dentro da própria tradição católica.

Armínio e Wesley se levantam para combater a doutrina da predestinação, mas mantém que a salvação é produto da graça e não das obras, demonstrando que não é preciso admitir a predestinação para defender a salvação pela graça. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
(...)"

Quer ler o texto inteiro, clique aqui.

domingo, 27 de novembro de 2011

Ajude o Wikipedia. Seja um colaborador.

Como todos sabem, o Wikipedia é um dos sites mais visitados todos os dias, onde se busca informação de qualidade, de toda natureza, desde história, ciência, religião, filmes, personalidades e etc.

Hoje eu colaborei com o Wikipedia, a quantia muito pequena, mas sei que fará a diferença se todos nós que usamos o site ajudar.

Então se você usa o Wikipedia para fazer pesquisas escolares e outras, ajude também, pois o site realmente não tem propagandas e é gratuito.

Abraços a todos.

Pr. Júlio César Loureiro Ronqui

Para doar, clique na figura abaixo, pode ser em Reais ou em Dólar.


Support Wikipedia

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

C. S. Lewis: um dos maiores teólogos anglicanos

Clive Staples Lewis mais conhecido como Clive Hamilton ou C. S. Lewis, foi um professor universitário, teólogo, poeta e escritor britânico, nascido na Irlanda do Norte. Se destacou pelo seu trabalho académico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras. É igualmente conhecido por ser o autor da famosa série de livros infanto-juvenis de nome As Crônicas de Nárnia, em sete volumes, pela qual lhe foi conferida inúmeros prêmios — incluindo a renomada medalha de Carnegie —, e pelo qual é mais referido.

Ontem, terça-feira, dia 22 de Novembro é relembrado o dia da morte desse grande teólogo anglicano.

Ensinou no Magdalen College, de 1925 a 1954, e deste ano até sua morte, em Oxford. Foi professor de Literatura Medieval e Renascentista na Universidade de Cambridge. Tornou-se altamente respeitado neste campo de estudo, tanto como professor como escritor.

Lewis voltou à fé cristã — após passar por anos, se auto considerando um ateu convicto — no início da década de 1930. Dedicou-se a defendê-la e permaneceu na Igreja Anglicana.

C. S. Lewis morreu em 22 de novembro de 1963.

Quer saber um pouco mais sobre este grande teólogo, acesse o Wikipédia.

domingo, 20 de novembro de 2011

Paul Washer - pregação muito forte! Santidade e Salvação!

Recebemos esse vídeo do Bispo Ildo, da Igreja Metodista Livre.

É impressionante a palavra do Jovem Paul Washer.

Ele prega em Mateus 7:13-29 versão NTLH:

Mat 7:13-29 —Entrem pela porta estreita porque a porta larga e o caminho fácil levam para o inferno, e há muitas pessoas que andam por esse caminho.  A porta estreita e o caminho difícil levam para a vida, e poucas pessoas encontram esse caminho.  —Cuidado com os falsos profetas! Eles chegam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos selvagens.  Vocês os conhecerão pelo que eles fazem. Os espinheiros não dão uvas, e os pés de urtiga não dão figos.  Assim, toda árvore boa dá frutas boas, e a árvore que não presta dá frutas ruins.  A árvore boa não pode dar frutas ruins, e a árvore que não presta não pode dar frutas boas.  Toda árvore que não dá frutas boas é cortada e jogada no fogo.  Portanto, vocês conhecerão os falsos profetas pelas coisas que eles fazem.  —Não é toda pessoa que me chama de “Senhor, Senhor” que entrará no Reino do Céu, mas somente quem faz a vontade do meu Pai, que está no céu.  Quando aquele dia chegar, muitas pessoas vão me dizer: “Senhor, Senhor, pelo poder do seu nome anunciamos a mensagem de Deus e pelo seu nome expulsamos demônios e fizemos muitos milagres! ”  Então eu direi claramente a essas pessoas: “Eu nunca conheci vocês! Afastem-se de mim, vocês que só fazem o mal! ”  —Quem ouve esses meus ensinamentos e vive de acordo com eles é como um homem sábio que construiu a sua casa na rocha.  Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Porém ela não caiu porque havia sido construída na rocha.  —Quem ouve esses meus ensinamentos e não vive de acordo com eles é como um homem sem juízo que construiu a sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Ela caiu e ficou totalmente destruída.  Quando Jesus acabou de falar, as multidões estavam admiradas com a sua maneira de ensinar.  Ele não era como os mestres da Lei; pelo contrário, ensinava com a autoridade dele mesmo.

É uma pregação verdadeira.

Assistindo essa pregação, vi na vida desse jovem um pouco de John Wesley!

Hoje as Igrejas estão cheias de teologias de vitórias, prosperidades, curas e etc, mas se esquecem da SALVAÇÃO, da Santidade, de viver de acordo com o Reino de Deus.

um abraço a todos.

o vídeo abaixo é de 59minutos, que podem mudar sua vida! Assista inteiro!


Acesse ao site da instituição de Missões Heart Cry Missionary

terça-feira, 1 de novembro de 2011

31 de Outubro: Martinho Lutero e a Reforma Protestante

Ontem, segunda-feira, 31/10/11, estivemos na Câmara dos Vereadores de Rio Preto, participando de uma homenagem aos Pastores Evangélicos da cidade, em comemoração ao "Dia do Pastor Evangélico".

Mas porquê o dia 31?

Segundo a tradição, o Padre Martinho Lutero em 31 de outubro de 1517 afixou as 95 Teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, com um convite aberto ao debate sobre elas.

Essas teses condenavam o que Lutero acreditava ser a avareza e o paganismo na Igreja como um abuso e pediam um debate teológico sobre o que as Indulgências significavam. Para todos os efeitos, contudo, nelas Lutero não questionava diretamente a autoridade do Papa para conceder as tais indulgências.

As 95 Teses foram logo traduzidas para o alemão e amplamente copiadas e impressas. Ao cabo de duas semanas se haviam espalhado por toda a Alemanha e, em dois meses, por toda a Europa. Este foi o primeiro episódio da História em que a imprensa teve papel fundamental, pois facilitou a distribuição simples e ampla do documento.

Quem foi Lutero?

Foi um sacerdote agostiniano e professor de teologia alemão figura central da Reforma Protestante. Veementemente contestando a alegação de que a liberdade da punição de Deus sobre o pecado poderia ser comprada, confrontou o vendedor de indulgências Johann Tetzel com suas 95 Teses em 1517.

Sua recusa em retirar seus escritos a pedido do Papa Leão X em 1520 e do Imperador Carlos V na Dieta de Worms em 1521 resultou em sua excomunhão pelo papa e a condenação como um fora-da-lei pelo imperador.

Lutero ensinava que a salvação não se consegue apenas com boas ações, mas de um livre presente de Deus, recebida apenas pela graça através da fé em Jesus como um redentor do pecado.

Sua teologia desafiou a autoridade papal na Igreja Católica Romana, pois ele ensinava que a Bíblia é a única fonte de conhecimento divinamente revelada e opôs-se ao sacerdotalismo, por considerar todos os cristãos batizados como um sacerdócio santo.

Aqueles que se identificavam com os ensinamentos de Lutero eram chamados luteranos.

Para a Igreja Evangélica, Lutero é um marco importante que não pode ser esquecido. Sua luta, sua dedicação, sua coragem e amor ao verdadeiro Evangelho.

Sola gratia. (salvação apenas pela graça)
Sola fide. (salvação apenas pela fé)
Sola sccriptura. (apenas as Escrituras Sagradas - Bíblia, contém a palavra de Deus)

Quer saber mais sobre Lutero,clique aqui.

domingo, 23 de outubro de 2011

Dicionário: Pragmatismo teológico, o que é isso?

Amém queridos, graça e paz a todos.

Voltei com mais uma postagem abençoada.

Estavam com saduades, né? Ando muito ocupado e está difícil conseguir estudar um pouco e trazer aqui para vocês.

Hoje vamos falar sobre PRAGMATISMO.

Alguns pastores, teólogos e religiosos tem falado sobre esse tema, mas muitas vezes as pessoas não entende ao certo o que signifia para a teologia.

De acordo com o site Wikipédia:

O Pragmatismo constitui uma escola de filosofia estabecelecida no final do século XIX, com origem no Metaphisical Club, um grupo de especulação filosófica liderado pelo lógico Charles Sanders Peirce, pelo psicólogo William James e pelo jurista Oliver Wendell Holmes, Jr., congregando em seguida acadêmicos importantes dos Estados Unidos da América.

Qual a definição de pragmatismo?

O Pragmatismo aborda o conceito de que o sentido de tudo está na utilidade - ou efeito prático - que qualquer ato, objeto ou proposição possa ser capaz de gerar. Uma pessoa pragmatista vive pela lógica de que as ideias e atos de qualquer pessoa somente são verdadeiros se servem à solução imediata de seus problemas.
Nesse caso, define-se como Verdade o conjuto de todas suas consequências práticas relativas a determinado contexto.
Por exemplo: uma religião é somente boa quando sua consequência seja indivíduos mais generosos, pacíficos e felizes. O que torna verdade que ela é boa são suas consequências. E a filosofia deve estudar o que faz ela gerar essas consequências e como usá-las para tornar a sociedade um lugar melhor.

Na teologia Pragmatismo significa:

Conceito pelo qual o indivíduo anseia um resultado de forma prática, independentemente de como possa alcançar esse resultado. O indivíduo vive seus desafios, esperando de forma prática, resolvê-los rapidamente, como num "toque de mágica".

Onde vemos o Pragmatismo nas Igrejas hoje?

Quando vemos pastores e líderes ensinando e pregando insistentemente que Deus é "obrigado" a responder rapidamente por uma oração e um pedido do fiel.

Essa prática, muito comum nos dias de hoje, pode ser encontrada em várias denominações, onde vemos pessoas em busca de um resultado rápido, a curto prazo, independentemente como alcançá-lo.

Essa "onda pragmática" infelizmente insurge dificuldades às Igrejas cristãs tradicionais, que pregam a verdade de Jesus.

Num mundo globalizado, onde tudo é muito rápido, o cristianismo "teve" que se adaptar a essa "onda pragmática".

Assim sendo, o cristão precisa entender que "Deus não é igual a um forno microondas, que você programa os segundos e pi..... está prondo, a comida quentinha".

Não!  Deus é um ser, uma entidade suprema, na qual nós vivemos em função Dele e não o contrário.

Pare, pense e analise e veja como sua vida cristã e sua fé tem sido: pragmática?

Então você precisa ler mais a Bíblia e aprender que Deus é soberano, pois somos nós os "servos" e Ele o Pai.


Grande abraço a todos,

Paz do Senhor

Pr. Júlio César L. Ronqui



quer saber mais sobre pragmatismo no ramo psicológico, clique aqui.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

30 de Setembro - Dia da Bíblia

Hoje, 30/09/11, comemora-se o Dia da Bíblia.

A data comemorativa é em razão do fato de que Johannes Gutenberg neste dia, no ano de 1452 fez a impressão do primeiro livro no mundo - o qual era justamente uma Bíblia.

O livro mais importante para os cristãos (católicos e protestantes), a base da doutrina da Igreja, um marco na história da humanidade - é a Bíblia Sagrada. Algo realmente importante para a humanidade.

Gutenberg, foi um grande inventor e gráfico alemão, que criou a primeira máquina mecânica denominada prensa móvel.

Bíblia (do grego βίβλια, plural de βίβλιον, transl. bíblion, "rolo" ou "livro") é o texto religioso de valor sagrado para o Cristianismo, onde a interpretação religiosa do motivo da existência do homem na Terra sob a perspectiva judeia é narrada por humanos, mas considerada pela Igreja como divinamente inspirada.


Segundo a tradição aceita pela maioria dos cristãos, a Bíblia foi escrita por 40 autores, entre 1445 e 450 a.C. (livros do Antigo Testamento) e 45 e 90 d.C. (livros do Novo Testamento), totalizando um período de quase 1600 anos.

A maioria dos historiadores acreditam que a data dos primeiros escritos considerados sagrados é bem mais recente: por exemplo, enquanto a tradição cristã coloca Moisés como o autor dos primeiros cinco livros da Bíblia, muitos estudiosos aceitam que foram compilados pela primeira vez apenas após o exílio babilônico, a partir de outros textos datados entre o décimo e o quarto século antes de Cristo.

É o livro mais vendido de todos os tempos com mais de 6 bilhões de cópias em todo o mundo, uma quantidade 7 vezes maior que o número de cópias do 2º colocado da Lista dos 21 Livros Mais Vendidos, O Livro Vermelho.

No mês de dezembro, na primeira semana comemora-se também a "Semana da Bíblia" encerrando no primeiro domingo do mês.

fonte: Wikipédia.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Dicionário: Hedonismo, o que é isso?

Muitas vezes nos deparamos com frases no dia a dia que nos faz pensar e refletir.

É preciso ter em mente que o conhecimento (hermenêutica) do significado das palavras e entender os conceitos é fundamental para todo ser humano.

Hoje estou postando um pouco sobre o termo hedonismo, que tando a gente ouve falar.

O hedonismo (do grego hedonê, "prazer", "vontade") é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana.

Surgiu na Grécia antiga tendo importantes representantes como: Aristipo de Cirene e Epicuro.

O hedonismo filosófico moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.

O significado do termo em linguagem comum, bastante diverso do significado original, surgiu no iluminismo e designa uma atitude de vida voltada para a busca egoísta de prazeres materiais.

Com esse sentido, "hedonismo" é usado de maneira pejorativa, visto normalmente como sinal de decadência.

Hedonismo filosófico

O Hedonismo é muito confundido com o Epicurismo, apesar de eles serem completamente antagônicos.

O hedonismo seria como uma deturpação da filosofia epicurista, pois defende uma busca pelos prazeres carnais e como uma busca desenfreada de prazer sensual e bebedeiras.

Para Epicuro o prazer é configurado como total ausência de dor e domínio sobre as emoções e sobre si mesmo.

Antiguidade

Aristipo de Cirene (c. 435-335 a.C.), contemporâneo de Socrates, é considerado o fundador do hedonismo filosófico. Ele distinguia dois estados da alma humana, o prazer (movimento suave do amor) e a dor (movimento áspero do amor).

Segundo ele o prazer, independentemente da sua origem, tem sempre a mesma qualidade e o único caminho para a felicidade é a busca do prazer e a diminuição da dor.

Ele afirma inclusive que o prazer corpóreo é o próprio sentido da vida. Outros defensores do hedonismo clássico foram Teodoro de Cirene e Hegesias de Cirene.

É importante notar que o hedonismo cirenaico diferencia-se do hedonismo epicurista, sobretudo no que diz respeito à avaliação moral do prazer. Enquanto a escola cirenaica preceitua que o prazer é sempre um bem em si e melhor quanto mais tempo durar e quanto mais intenso for, a filosofia epicurista determina que o prazer, para ser um bem, precisa de moderação (gr. "Phronēsis").

A Idade Moderna

Julien Offray de La Mettrie, iluminista francês, atualizou o hedonismo e seu discípulo, Donatien Alphonse François de Sade, radicalizou-o, transformando-o em amoralismo, tranformando o ideal de "serenidade" em "frieza" diante de outras pessoas.

Posteriormente as teses hedonistas foram retomadas pelos autores utilitaristas Jeremy Bentham e Henry Sidgwick.

Este último autor distingue entre hedonismo psicológico e hedonismo ético:

Hedonismo psicológico é a pressuposição antropológica de que o ser humano sempre procura aumentar o seu prazer e diminuir seu sofrimento e que, assim, a busca do prazer é a única força motivadora da ação humana.

Hedonismo ético é uma teoria normativa que afirma que os homens devem ver o prazer (os bens materiais) como o mais importante em suas vidas.

Aqui diferenciam-se o egoismo hedonista, no qual o indivíduo busca somente o seu próprio bem, e o hedonismo universalista ou utilitarismo, que busca o bem de todos. (the greatest happiness to the greatest number is the foundation of morals and legislation), à idéia de que é possível a realização do máximo de utilidade com o mínimo de restrições pessoais, numa perspectiva que reduz o direito a uma simples moral do útil coletivo.

Libertando-se deste critério quantitativo da aritmética dos prazeres, Stuart Mill assume o critério da qualidade e formula a lei do interesse pessoal ou princípio hedonístico: cada indivíduo procura o bem e a riqueza e evita o mal e a miséria. Desta forma, a moral do interesse individual de Bentham aproxima-se de uma moral altruísta ou social.

Atualmente as teses hedonistas são defendidas por filósofos como o francês Michel Onfray.


Texto extraído do Wikipédia, clique aqui e veja.


Nota do PlugVida:

Atualmente, infelizmente, a teologia acabou entrando no ramo do hedonismo.

Hoje, pastores, igrejas e ministérios (em letra minúscula mesmo!) se aproveitam de alguns versículos Bíblicos para embasarem suas teorias no hedomismo.

A verdade é que Jesus nos disse que teríamos uma vida sim de bênçãos e vitórias, mas o verdadeiro cristão não pode de forma alguma buscar de forma desenfreada essa tal "felicidade" e bens materiais, lhe proporcionando um prazer carnal.

Não se esqueça das palavras do Apóstolo Paulo:

(Filipenses 4:11-13 versão ARA) Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece.

Abraços a todos, bons estudos e até a próxima.

domingo, 21 de agosto de 2011

Trinitarianismo ou Unicismo?

Trinitarianismo ou Unicismo?

Por Pr. Júlio César L. Ronqui

A doutrina da Trindade

A doutrina da Trindade é claramente uma doutrina revelada e não doutrina concebida pela razão humana. Podemos apenas aprender acerca da natureza íntima da Divindade, a não ser pela revelação (1 Co 2:16). É muito difícil achar termos humanos que possam expressar a unidade da Divindade.

A teoria da Trindade surgiu no século II para descrever a divindade, trata-se de uma expressão teológica, sendo verdade que essa palavra não consta no Novo Testamento, mas o Planeta Júpiter existiu antes de receber esse nome e a doutrina da Trindade encontrava-se na Bíblia antes que fosse tecnicamente chamada de Trindade.

Trindade significa na crença de que Deus é um só, porém três pessoas distintas (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo), sendo os três um só em essência, compartilham a mesma natureza e atributo.

A doutrina do Unicismo

A doutrina Unicista está baseada no entendimento de duas verdades bíblicas. Estas bases bíblicas são usadas como fundamentos sobre o ponto de vista que tem de Deus e Jesus Cristo.

A primeira verdade bíblica é que há somente um Deus e que Jesus é Deus.

Destas duas verdades, os Unicistas deduzem que Jesus Cristo é Deus em sua totalidade, sendo assim, Jesus tem que ser o Pai, o Filho e o Espírito Santo, rechaçando a doutrina da Trindade.

A teologia unicista ensina que Jesus Cristo é o Pai encarnado, e que o Espírito Santo é Jesus Cristo também. Estes ensinamentos são o pilar da teologia unicista.

Resposta apologética

É Jesus o Pai?

Versículos que os Unicistas usam para provar que Jesus é o Pai.

Isaías 9:6 – o "Pai Eterno"

Este versículo não ensina que Jesus é o Pai. O título "Pai eterno", refere-se ao fato de que Jesus é o Pai da eternidade; em outras palavras, Jesus sempre existiu (Jo 1:1); Ele não foi criado, não teve princípio (Jo 17:5).

O termo "Pai" não era o título que se costumava usar para dirigir-se a Deus no Antigo Testamento. Assim, este versículo não ensina que Jesus é o "Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo" (1Pe 1:3); em outras palavras, Jesus não é seu próprio Pai.

Jo 10:30 – "Eu o Pai somos um"

Se Jesus quisesse dizer que ele é o Pai, haveria dito: "Eu e o Pai sou um" ou "Eu sou o Pai", que seria a expressão gramatical correta. Jesus não pode ser acusado de ter sido um mal comunicador.

"Somos" (gr. esmen), a primeira pessoa do plural. Jesus e o Pai são um em natureza e em essência, porque Jesus é Deus, como o Pai, mas não é o Pai.

Jo 14:8, 9 – "Disse Filipe: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Jesus respondeu: "Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê ao Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’?"

Jesus NÃO disse a Filipe que era o Pai.

Jesus veio como representante do Pai; veio demonstrar-nos o caminho ao Pai (v.6). Em Jo 5:43, Jesus disse: "Eu vim em nome de meu Pai [na autoridade do Pai, com as credenciais do Pai], e vós não me recebeis; se outro viesse em seu próprio nome [em sua própria autoridade, com suas próprias credenciais; como o anticristo], a esse receberíeis".

Quantas vezes temos orado: "Pai, ajuda-me para que as pessoas te vejam em mim". Acaso isso quer dizer que quando as pessoas virem você, estarão vendo literalmente ao Pai? Certamente que não, nem tampouco você estaria realmente pensando nisso, mas sim, estaria pedindo que Deus o ajude a representá-lo corretamente diante das pessoas para que possam ver a Deus através de sua vida.

Por isso Jesus disse a Felipe: "O que me viu, viu ao Pai", porque ver a Jesus, quem representou ao Pai foi como se estivesse vendo ao Pai. Mas Jesus NÃO estava dizendo que ele era o Pai.

Que diz A Bíblia acerca de Jesus e o Pai?

Jesus é referido como "Filho" mais de 200 vezes no Novo Testamento e nunca é chamado de "Pai".

Jesus referiu-se ao Pai mais de 200 vezes como alguém distinto dele.

Em mais de 50 versículos podemos observar o Pai e a Jesus, o Filho, lado a lado.

No Novo Testamento repetidamente encontramos expressões como estas:

Romanos 15:5-6 — "O Deus que concede perseverança e ânimo lhes dê um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus, para que com um só coração e uma só boca vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo".

2Coríntios 1:3 — "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação..."

Filipenses 2:10-11 — "...Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai".

1João 1:3b — "Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo".

1João 2:1 — "Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo".

2João 3 — Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, estarão conosco em verdade e amor".

No Evangelho de João, Jesus refere-se a si mesmo como enviado pelo Pai, mas nunca referiu-se a si mesmo como o Pai que enviou ao Filho.

O Pai enviou a alguém separado dele, chamado Filho.

1João 4:9-10,14 — "Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação por nossos pecados. (...) E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo".

É Jesus o Espírito Santo?

Versículos que os Unicistas usam para provar que Jesus é o Espírito Santo.

2Coríntios 3:17 — "Ora, o Senhor é o Espírito e, onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade".

O texto não diz que "Jesus é o Espírito". Se a passagem dissesse isto, talvez os Unicistas tivessem um ponto forte, mas como não diz isto, eles assumem que a palavra "Senhor" se refere a Jesus Cristo.

O "Espírito" aqui é chamado de Senhor no sentido de identificá-lo com Javé (Jeová) ou Deus, e NÃO com Jesus, já que o versículo 16 diz: "Mas quando alguém se converte ao Senhor, o véu é retirado".

Trata-se de uma referência a Êxodo 34:34: "Porém, vindo Moisés perante o SENHOR [Javé] para falar-lhe, removia o véu até sair; e, saindo, dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado".

O contexto sempre é que determina a quem se está referindo quando a palavra "Senhor" é usada. No versículo 17 a palavra "Senhor" está referindo-se a Javé e não a Jesus, já que o versículo 16 e todo o contexto assim demonstra.

Se os Unicistas estivessem sempre corretos ao interpretar "Senhor" como "Jesus", como ficaria Filipenses 2:11?

O texto diz: "E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai". Seguindo a linha de raciocínio dos Unicistas, teríamos de concluir erroneamente que: "E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Jesus...".

Isto não é o que este versículo está dizendo, mas o que está ensinando é que: "E toda língua confesse que Jesus Cristo é Deus. Porém, não Deus, o Pai, porque no mesmo versículo diz que isso será feito "para a glória de Deus Pai".

Romanos 8:9 — "Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo".

Este versículo NÃO mostra que Jesus é o Espírito Santo. A única coisa que está dizendo é que se alguém não tem o Espírito que produz fé em Cristo e demonstra o caráter de Cristo ou seja "o Espírito de Cristo", ele não é parte do corpo daquele que morreu por nossos pecados. Ele é todavia controlado pela "natureza pecaminosa".

O versículo 11 faz distinção bem clara entre o Pai que levantou a Jesus dos mortos, o Espírito pelo qual Jesus foi levantado e Jesus, quem foi levantado. Não se pode ignorar a distinção de pessoas apresentada neste versículo.

Que diz a Bíblia sobre Jesus e o Espírito Santo?

Mateus 12:31-32 — O texto fala da blasfêmia contra o Espírito Santo. A conclusão lógica que é extraída deste texto é que se a blasfêmia contra o Espírito Santo não vai ser perdoada, mas a blasfêmia contra o Filho vai ser perdoada, então o Filho NÃO é o Espírito Santo.

João 14:16 — O Espírito Santo é o "outro Consolador".

João 15:26 — Jesus enviou o Espírito Santo.

João 16:13 — O Espírito Santo demonstra humildade e busca glorificar a Jesus.

Depois de termos visto que Jesus não é o Pai nem tampouco o Espírito Santo, podemos nos dar conta de que os Unicistas têm um conceito equivocado da verdadeira natureza de Deus.

Conclusão apologética:

Se Jesus não é o Pai, mas é Deus, e o Pai não é Jesus e é Deus, e o Espírito Santo não é Jesus e é Deus e a Bíblia diz que somente há um Deus, então isto significa que dentro da unidade do único Deus existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estas três compartilham a mesma natureza e atributos; então, com efeito, estas três são o único Deus.

Uma coisa é dizer "Eu não entendo a doutrina da Trindade" e outra coisa é dizer que "a doutrina da Trindade é falsa", "pagã", "diabólica", "antibíblica".

A Bíblia faz uma advertência muito forte para esta classe de pessoas quando nos diz: "...Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho. Todo o que nega o Filho também não tem o Pai; quem confessa publicamente o Filho tem também o Pai" (1João 2:22b-23).

Sobre a Trindade

As Escrituras sagradas ensinam que Deus é um e que além Dele não existe outro. Isso traz uma pergunta: “Como Deus poderia ter comunhão com alguém antes que existissem as criaturas finitas?”

Resposta – a Unidade Divina é uma unidade composta, havendo nessa unidade realmente três pessoas distintas, cada uma das quais é a Divindade, e que, no entanto, cada uma delas está sumamente consciente da outras duas.

Assim sendo, havia comunhão antes que fossem criadas quaisquer criaturas finitas, portanto Deus (pai) nunca esteve só.

Na Trindade, os três cooperam unidos para um mesmo propósito, de maneira que, no sentido pleno da palavra, são um.

O Pai cria, o Filho redime e o Espírito Santo santifica, no entanto em cada uma dessas operações divinas os três estão presentes.

A Trindade é uma comunhão eterna, mas a obra da redenção do homem evocou sua manifestação histórica. O Filho entrou no mundo de uma maneira nova, pois tomou sobre si a natureza humana e recebeu um novo nome, Jesus. O Espírito Santo entrou no mundo de uma maneira nova, isto é, como o Espírito de Cristo incorporado na Igreja e ao mesmo tempo os três trabalham juntos.

O Pai testificou do Filho (Mt 3:17) o Filho testificou do Pai (Jo 5:19).

O Filho testificou do Espírito Santo (Jo 14:26), o Espírito Santo testificou do Filho (Jo 15:26)

O que é triteísmo?

A crença de três deuses, ocorre quando acentua-se a realidade da divindade de Jesus e da personalidade do Espírito Santo.

O que é sabelianismo?

Doutrina do Bispo Sabélio, que postulava que Pai, Filho e Espírito Santo são simplesmente três aspectos ou “manifestações de Deus”, geralmente ocorre quando acentua-se a unidade de Deus.

Ambas doutrinas acima (triteísmo e sabelianismo) são doutrinas antibíblicas.

A doutrina da Trindade no A.T. (Antigo Testamento)

O AT não ensina clara e diretamente sobre a Trindade e a razão é evidente: num período em que o culto de muitos deuses era comum, tornava-se necessário acentuar para Israel a verdade de que Deus é um e que não havia outro além Dele.

Sempre que um hebreu (judaíta) pronunciava o nome de Deus “Elohim”, ele estava realmente dizendo “deuses”, pois a palavra é plural e no hebraico às vezes vem acompanhada de adjetivo plural (Js 24:18-19)

Todos os membros da Trindade são citados no AT

- Deus, Pai (Is 63:16 Ml 2:10)

- o Filho de Jeová (Sl 2:6-7, 12 45:6-7 Pv 30:4)

- o Messias é descrito com títulos divinos (Jr 23:5-6 Is 9:6) tem poder para perdoar e reter pecados (Ex 23:20-21)

- o Espírito Santo (Gn 1:2, Is 11:2-3 48:16 61:1 63:10)

Além disso, prenúncios da Trindade pode ser visto na tríplice bênção de Números 6:24-26 e na tríplice doxologia de Isaías 6:3

A doutrina da Trindade no N.T. (Novo Testamento)

Os cristãos primitivos mantinham como um dos fundamentos da fé a unidade de Deus, mas ao mesmo tempo apresentavam as palavras claras de Jesus para provar que Ele arrogou a si uma posição e uma autoridade que, se Ele não fosse Deus, seria blasfêmia.

Os escritores do NT, quando se referiam a Jesus, usavam uma linguagem que indicava que reconheciam Jesus como “Deus acima de todos, bendito para sempre” (Rm 9:5)

O mesmo se verifica entre Deus e o Espírito Santo. Os cristãos primitivos criam que o Espírito Santo, habitava neles, os ensinava, os guiava, os inspirava a andar em novidade de vida.

Não era meramente uma influência ou um sentimento, mas um SER que poderia conhecer e com o qual suas almas poderiam ter comunhão verdadeira.

No NT o Espírito Santo era descrito como um SER que tinha atributos de personalidade. (Rm 8:26)

Passagens que mencionam as três pessoas divinas:

Mt 3:16-17 28:19 Jo 14:16-17,26 15:26 2Co 13:14 Gl 4:6 Ef 2:18 2Ts 3:5 1Pe 1:2 Ef 1:3-13 Hb 9:14.

Uma comparação de textos:

1) Cada uma das três pessoas é Criador, embora se declare que há um só Criador

(Jo 33:4 e Is 44:24)

2) Cada uma delas é chamada de Jeová (Dt 6:4 Jr 23:6 Ez 8:1-3)

3) chamada de Senhor (Rm 10:12 Lc 2:11 2Co 3:18)

4) Deus de Israel (Mt 15:31 Lc 1:16-17 2Sm 23:2-3)

5) de Legislador (Rm 7:25 Gl 6:2 Rm 8:2 Tg 4:12)

6) de onipresente (Jr 23:24 Ef 1:22 Sl 139:7-8)

7) a fonte da vida (Dt 30:20 Cl 3:4 Rm 8:10)

Agora veja essas passagens, só “Deus” seria capaz de fazer tais coisas, assim, subentende-se que os três possuem atributos divinos

1) cada uma delas fez o homem (Sl 100:3 Jo 1:3 Jó 33:4)

2) vivifica os mortos (Jo 5:21 6:33)

3) levantou Cristo (1Co 6:14 Jo 2:19 1Pe 3:18)

4) comissiona para o Ministério (2Co 3:5 1Tm 1:12 At 20:28)

5) santifica o povo de Deus (Jd 1 Hb 2:11 Rm 15:16)

6) faz todas operações espirituais (1Co 12:6 Cl 3:11 1Co 12:11)

Figuras de ilustração comparativa

A água é uma só, porém pode ser encontrada em três formas (líquido, gelo ou vapor)

O sol é um, mas manifesta-se como luz, calor e fogo.

A luz é uma só, mas se compõe em três: do actínico (raio invisível), do luminoso (visível) e do calorífero (sente o calor, mas não vê).

Assim é a Trindade, um só Deus – Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

Bibliografia:

- Bíblia Sagrada de Estudo Plenitude. SBB, Barueri, 2001.

- Bíblia Sagrada de Estudo Dake. CPAD, Rio de Janeiro, 2009.

- Bíblia Sagrada eletrônica e-Sword

- Doutrinas e Normas da Igreja Comunidade Apostólica Ágape

- http://www.cacp.org.br - Site consultado em 20/08/11 - clique aqui

- Pearlman, Myer. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. 3 ed. São Paulo: Ed Vida (2009)


Faça o download da Apostila gratuitamente - clique aqui.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Arqueologia: Túmulo de Apóstolo Felipe teria sido descoberto

Também matéria da Folha de São Paulo na edição de 29/07/2011.

Uma equipe de arqueólogos dirigida pelo italiano Francesco d'Andria afirmou ter encontrado na cidade turca de Pamukkale, antiga Hierápolis (oeste), o túmulo de São Filipe, um dos doze apóstolos de Jesus. A informação é da agência de notícias Anatólia.

"Tentamos encontrar há anos o túmulo de Filipe. Finalmente o encontramos entre os escombros de uma igreja que escavamos há cerca de um mês", explicou o arqueólogo, acrescentando que a tumba ainda não foi aberta.

"Um dia será aberta, sem dúvida. Esta descoberta é de grande importância para a arqueologia e o mundo cristão", afirmou.

Originário da Galileia, atual Israel, Filipe foi um dos discípulos de Cristo. Teria viajado para evangelizar as regiões da Ásia Menor e foi crucificado pelos romanos em Hierápolis, na Frígia.

A atual Pamukkale é um local turístico conhecido por suas águas termais, suas rochas sedimentares e sua pedra calcárea branca, de onde vem o nome da cidade, que significa em turco "castelo de algodão".

veja matéria na Folha clique aqui.

Arqueologia descobre provável descendente Sacerdotal

Saiu no Jornal Folha de São Paulo, edição de 30/06/2011.

Arqueólogos israelenses confirmaram a autenticidade de um ossuário (caixa usada para guardar ossos depois da fase inicial de sepultamento) pertencente à família do sacerdote que teria conduzido o julgamento de Jesus.

A peça, feita em pedra e decorada com motivos florais estilizados, data provavelmente do primeiro século da Era Cristã -tem, portanto, uns 2.000 anos.

A inscrição no ossuário, em aramaico ("primo" do hebraico, língua do cotidiano na região durante a época de Cristo), diz: "Miriam [Maria], filha de Yeshua [Jesus], filho de Caifás, sacerdote de Maazias de Beth Imri".

O nome "Caifás" é a pista crucial, afirmam os arqueólogos Boaz Zissu, da Universidade Bar-Ilan, e Yuval Goren, da Universidade de Tel-Aviv, que estudaram a peça.

Afinal, José Caifás é o nome do sumo sacerdote do Templo de Jerusalém que, segundo os Evangelhos, participou do interrogatório que levaria à morte de Jesus junto com seu sogro, Anás.

Não se sabe se Miriam seria neta do próprio Caifás bíblico ou de algum outro membro da família sacerdotal. O ossuário, no entanto, liga a parentela à casta de Maazias, um dos 24 grupos sacerdotais que serviam no Templo.

O governo israelense diz que o ossuário estava nas mãos de traficantes de antiguidades, impedindo o estudo de seu contexto original.

fonte: folha - clique aqui.

Morreu John Stott - grande teólogo anglicano

Não poderíamos deixar de fazer nossa singela homenagem ao grande teólogo anglicano John Stott, que morreu quarta-feira, 27/07/11.

Matéria saiu no jornal The Christian Post, veja:

Líderes evangélicos cristãos de todo o mundo estão de luto pela morte da figura evangélica, John Stott, que morreu na quarta-feira aos 90 anos de idade.

Stott, conhecido por moldar o evangelicalismo do século 20 através de seus escritos e pregações, morreu às 3:15h da tarde em sua casa de repouso em St. Barnabas College, localizada a 30 quilômetros de distância de Londres.Ele estava cercado por seu antigo secretário Frances Whitehead e amigos próximos que liam as Escrituras e ouviam "Messiah” de Handel, quando ele faleceu.

Um teólogo anglicano do Reino Unido, Stott foi o arquiteto-chefe do Pacto de Lausanne 1974 e autor de mais de 50 livros cristãos de complexa Teologia e explicou isso de uma forma que os leigos poderiam entender.

Um de seus livros mais populares o Cristianismo Básico (Basic Christianity) (1958), que foi traduzido em mais de 60 línguas, segundo a editora de livros cristãos InterVarsity Press.

Ele também influenciou milhões de Cristãos através de outros títulos bem conhecidos, incluindo Cristo o Polemista (Christ the Controversialist) (1970), Problemas Enfrentados por Cristãos de hoje (Issues Facing Christians Today) (1984) e aquele que ele sempre considerou seu melhor: A Cruz de Cristo (The Cross of Christ) (1986).

veja matéria na íntegra, clique aqui.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Estudo sobre o Apocalipse de João

Até que em fim o tão "falado" estudo do Apocalipse.

Não foi fácil. Demorou, mas está aí.

Esse trabalho foi desenvolvido por meio da Monografia que apresentei na FATEGE (Faculdade de Teologia Genebra) em dezembro de 2010.

O trabalho engloba quatro visões interpretativas do Apocalipse.

Preterista, Idealista, Dispensacionalistas Clássica e Progressiva.

É importante ressaltar que é necessário conhecer essas visões para compreender melhor o Livro de João.

O leitor ao final do trabalho deverá por si só compreender a grandeza do Livro "Revelações" (Apocalipse) e tomar pra si qual das visões interpretativas melhor se encaixa em seu pensamento.

Em outras palavras, ao findar o estudo bíblico, o irmão(a) deverá ter sua própria visão interpretativa, a qual irá melhor se enquandrar em sua crença e fé.

Não existe visão interpretativa errada ou certa nesse Livro. A verdade é que o Apocalipse é um livro muito importante para os cristãos e deve sim ser estudado a finco.

Graça e paz.

Baixe o estudo clicando aqui.


Obs - o estudo está em PDF, e autorizo a cópia e reprodução desse trabalho, desde que você cite todas as fontes, inclusive a Caape.

sábado, 4 de junho de 2011

Linha do Tempo - alta definição


Pra quem gosta de história e datas estou postando a Linha do Tempo.

Algumas datas não são precisas e há muita controvérsia entre doutrinadores, porém já dá pra termos uma idéia bem legal da cronologia dos tempos.

A figura está em jpg com mais de 5mb com definição de (9000 x 3000pixels)

Baixe a figura clicando aqui.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Vaticinium ex eventu - Profecia depois do fato

Nos livros teológicos, principalmente naqueles mais técnicos e acadêmicos, os quais tratam sobre textos bíblicos proféticos, muitas vezes encontramos o termo "vaticinium ex eventu".

Como estou de férias, então decidi escrever um pouco sobre esse termo, bastante usado no meio doutrinário teológico.

Fazendo o estudo para os Profetas Menores, li pela segunda vez, o Livro Introdução ao Antigo Testamento, dos autores renomados Raymond B. Dillard e Tremper Longman III, isso mesmo é o nome dos autores! da editora Vida Nova.

O mais fascinante é ver que a questão do "vaticinium ex eventu" é muito bem abordada nesse trabalho.

Começando, o termo "vaticinium ex eventu" vem do latim, que traduzindo para nosso português atual significa "profecia feita depois do fato ocorrido".

Em outras palavras, o termo em latim significa que um fato foi pós-dito, ou seja, depois que um determinado acontecimento ocorreu é que a profecia foi escrita.

Se formos analisar os escritos Bíblicos só de forma "espiritual", o "vaticinium ex eventu" jamais poderia existir.

Por exemplo, o Livro de Daniel, segundo os autores acima descritos (pg 317) explicam que para a maioria dos estudiosos teria sido escrito no século II a.C., e portanto, uma obra pseudônima que emprega a profecia depois do fato "vaticinium ex eventu".

Isto quer dizer que o Livro não teria sido escrito no século VI a.C., período em que Daniel viveu, mas sim, séculos depois de sua morte.

Por essa razão, o termo "vaticinium ex eventu" é mais utilizado tão somente na área universitária e acadêmica, visto que sua abrangência na doutrina cotidiana da Igreja não seria apropriada.

O "vaticinium ex eventu" ocorre em livros bíblicos proféticos, em outras palavras, Livros que abordam a temática profética ou escatológica. Por isso o Livro de Daniel, para alguns doutrinadores, é visto como uma obra em que a profecia foi descrita depois do acontecimento em si, por causa da datação da escrita, dos elementos consistentes na obra, que levam os pensadores mais críticos adotarem essa postura.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Clergyman ou gola clerical protestante.

Vejo em Rio Preto em meus encontros com pastores e lideranças que muitos ficam espantados ao me verem com o "clergyman" (gola clerical anglicana).
Então eu estou postando esse material pra elucidar as dúvidas do pessoal.
Saber nunca é demais.

abraços. Pr. Julio

Colarinho Romano e Clergyman: diferenças?
A camisa (geralmente preta) com um pequeno detalhe branco no colarinho chama-se clergyman.
A Igreja Católica hoje permite, desde o Concílio Vaticano II, em algumas condições, que esta veste seja utilizada por seu clero, mas a origem dessa veste é na verdade protestante.
O clergyman é uma invenção bastante moderna (é provável que tenha sido inventado em 1827). Aparentemente, foi inventado pelo Rev. Dr. Donald McLeod, pastor anglicano presbiteriano.
Foi desenvolvido para ser usado no trabalho cotidiano do ministro (mais prático que a batina). Ou seja, o clergyman é na verdade uma adaptação protestante da veste católica romana.

Não só os anglicanos, mas a maioria das denominações protestantes históricas costuma ter seus ministros utilizando essa veste. Metodistas, presbiterianos, luteranos e até pentecostais.

Inclusive, hoje vemos até cléricos das igrejas orientais usando o clergyman, igrejas estas que costumam ser bem mais “rígidas” na conservação de suas tradições.

Segundo artigo do apostolado Veritas Splendor:

A camisa de clergyman com colarinho em forma de tira removível (e também o rabbat, que é uma falsa camisa de frente única ou colete com colarinho, para ser usada em conjunto com um blazer e assim imitar uma camisa ou batina) foi inventada pelos protestantes "evangélicos" anglicanos nos idos de 1960, para se diferenciar dos sacerdotes católicos e também dos sacerdotes anglicanos (rejeitando assim por completo a doutrina do sacerdócio). Logo logo esta camisa foi assumida por vários outros ramos "evangélicos" mais "tradicionais" dos Estados Unidos, desde os Episcopalianos até os Metodistas. Algumas seitas evangélicas neopentecostais também encorajam seus pastores a utilizar a camisa de clergyman, mas a maioria mesmo rejeita por completo qualquer coisa que tenha colarinho e que o faça parecer um Católico Romano."

Atentar aos detalhes é a base para que o chamado “design sacro” possa de fato existir, como “área do design voltado ao culto religioso específico”, fazendo com que o trabalho de fato seja sinal de caracterização profunda de cada instituição, doutrina ou pensamento.
Pra não errar, abaixo algumas imagens mostrando a diferença entre os colarinhos:

Significado
O colarinho clerical simboliza que quem o usa é um servo, pois este colarinho estava ao redor do pescoço dos escravos no mundo antigo. As pessoas que o usam servem como Ministros de sua Palavra. Toda a igreja tem compromisso com o testemunho de Cristo no mundo, no entanto, o pastor compromete-se de modo específico com o Ministério da Palavra. Assim, o colarinho clerical simboliza esse compromisso pastoral com o anúncio do Evangelho. O colarinho branco sobre fundo preto envolvendo a garganta é simbólico da Palavra de Deus proclamada.

Relevância
O uso de símbolos é um sinal e um testemunho vivo de Deus no mundo secularizado. Pois uma das características do movimento de secularização o desprezo por sinais e símbolos religiosos. Para as pessoas o fato de ver um ministro com o colarinho clerical já é um testemunho de fé. Assim como vendo um militar lembramos-nos da Lei, e vendo um enfermeiro (a) com seu uniforme branco lembramos o hospital. Igualmente é válido para os pastores que freqüentam lugares públicos usar o colarinho clerical.

Conclusão
O Revmº. Robinson Cavalcanti, Bispo anglicano, testemunha: “Sempre viajo, e me dirijo a eventos públicos, vestido de colarinho clerical (clergyman), sem vergonha de ser cristão e de ser ministro do Evangelho. Se pouquíssimas vezes fui por isso hostilizado na Universidade, perdi a conta das centenas de oportunidades para testemunhar de Cristo, a partir desse aspecto visual”. Em nosso mundo dessacralizado, os símbolos não podem ser esquecidos. Não podemos nos conformar com o século. O colarinho clerical é um símbolo importante. Sacraliza visivelmente o mundo sinalizando a dedicação ao ministério.

fontes:
Web site ecclesiadesign visualizado em 23/03/11
Web site Missão Reformada - visualizado em 23/03/11

terça-feira, 15 de março de 2011

Xintoísmo - religião predominante no Japão

Estamos em meio a crise no Japão, sobre o terremoto de 8,9 graus, além do tsunami que atingiram o norte da ilha nipônica.

Estive lendo há semanas um material sobre religião e achei interessante postar sobre o Xintoísmo, até porque domingo passado estivemos falando sobre essa religião.

No meu ponto de vista teológico (posso até estar errado, só Deus sabe realmente das coisas) o terremoto e tsunami não possuem nenhuma relação com o fato de que no Japão a maioria da população é Xintoísta ou Budista.

Mas, cada um pensa o que quiser, não é?

Bom vamos ao breve estudo sobre o Xintoísmo.


Estudo introdutório sobre XINTOÍSMO

Por Pr. Júlio César Loureiro Ronqui. Teólogo e Bacharel em Direito.


As religiões da China e do Japão contam com grande número de fiéis e são as mais antigas entre as religiões vivas do planeta, no entanto são pouco conhecidas no Ocidente.

O Xintoísmo não ultrapassou os limites do arquipélago, ao passo que a religião sincrética chinesa influiu em países vizinhos, simultaneamente com o hinduísmo.

O xintoísmo é um amálgama de crenças e ritos ancestrais centrados na aoração de forças sobrenaturais denominadas Kami.

Sobrevive desde tempos remotos até a atualidade, mas com o decorrer dos séculos soreu inumeráveis adaptações e transormações.

Esse nome (xintoísmo) foi criado no século VI, a partir de dois conceitos chineses, Shen e to Shen.

Shen significa "espírito" em japonês, e se pronuncia "chin".

to significa "via" ou "caminho" e se pronuncia "do" em japonês.

Essa denominação servia justamente para diferenciar da palavra "Budismo" que significa Butsudo (via de Buda ou caminho de Buda)

Os Kami são os "espíritos" ou "deuses" cuja adoração é a base do xintoísmo, e são forças sobrenaturais, múltiplas e variadas que ao longo dos séculos aumentaram em número e experimentaram numerosas mutações.

O xintoísmo apresenta duas característica notáveis:

1) capacidade sincrética, ou seja, facilidade em se adaptar ou assimilar crenças de outras religiões com que convive.

2) religião nacional que favoreceu a criação de mitos próprios, sendo arcaica e conservadora, mas que passou por mudanças e adaptações ao longo da história.


Escritos xintoístas:

Não há textos canônicos de origem sacerdotal no xintoísmo, já que não existia uma classe sacerdotal organizada e hierarquizada que detivesse o controle ideológico.

No século VII o Imperador Temmu (631 a 686 d.C.) ordenou a compilação e a ordenação das genealogias (Teiki) e das narrações (Kyuji).

Em 712 d.C. o erudito e estadista O No Yasumaro escreveu um complexo japonês carregado de expressões chinesas, chamado de Kojiki (narrações das coisas antigas), contando a história do Japão até o ano 628, incluindo relatos míticos.

Em 751 aparecem dados religiosos de interesse nas antologias de poemas do século VIII, chamado de o Koifuso e Man´yoshu de 759, além de Engishiki de 927.


Os Kami:

São seres sobrenaturais com poder e capacidade superiores aos do ser humano, que residem ou se materializam em objetos e seres. O número é muito elevado e são difíceis de se representar iconograficamente.

Há três tipos de Kami:

a) os Kami da natureza e suas forças

Exemplo as árvores e pinheiros, montanhas e pedras, lagos e rios, os animais (lobos e cervos). O trovão, os astros e o vento.

b) os Kami dos uji (linhagem)

O Japão primitivo se organizava em linhagens (uji). Com a organização social mais complexa, certas linhagens se viram privilegiadas, como a linhagem Yamato.

c) os Kami de indivíduos e antepassados

Pessoas excepcionais por seu poder ou capacidades também são tidos como Kami em vida, como o caso do Imperador.


CURIOSIDADE:

A palavra Kamikaze (significa deus do vento) e se designa aos pilotos suicidas da 2ªGerra Mundial. No século XII há uma alusão de que um "tufão" de grande violência teria arrasado uma frota mongol que pretendia invadir o Japão.


Cultos xintoístas antigos:

Os cultos mais antigos eram naturalistas, sem santuários, centrados em cerimônias que se adaptavam ao calendário agrícola. Havia especialistas no sagrado, mas não formava-se uma classe sacerdotal de fato, ao contrário tinha um papel de uma espécie de "xamã" capaz de atrair os Kami e submetê-los para conhecer o futuro ou interpretar presságios.

Os matsuri eram práticas religiosas principais, espécie de oferenda e ritos para implorar aos Kami. Buscava-se atrair os Kami com oferendas (arroz, pescados e até saquê).

Além disso haviam as procissões chamadas miyuki após a ingestão de saquês que provocava uma espécie de transe aos participantes.

A partir do século XIV até 1868 houve a defesa do xintoísmo tradicional, livre do sincretismo budista, após a queda do Xogunato (Xogum era o líder efetivo - senhor feudal no período de 1192 a 1868).

Em 1868 o Xintoísmo tornou-se religião do Estado nipônico, quando então as demais regiliões passaram a ser perseguidas até que em 1889, para alinhar-se às Constituições européias, o Estado japonês optou pela liberdade de culto.

Mesmo assim o xintoísmo continuou sendo ministrado nas escolas japonesas (xintoísmo dos templos e da casa imperial), onde os alunos eram obrigados a estudar e participar de cerimônias principais.


O xintoísmo atual:

Em 1946 os EUA impôs uma legislação ao Japão chegando-se então a uma verdadeira liberdade de culto que favoreceu uma fragmentação religiosas extraordinária no Japão.

Ainda são mantidas as cerimônias do shinto imperial, num âmbito exclusivamente privado. Além disso o xintoísmo de santuário também continua enraizado nas regiões agrícolas.

Em 2005 estimava-se aproximadamente 100 milhões de fiéis e cerca de 12 a 15 milhões correspondem a alguns dos 200 novos cultos principais.


fonte:

- Carvalho, Yone e outros. Enciclopédia do estudante: religiões e culturas. Ed. Moderna : São Paulo (2008).


Visão teológica cristã apologética:

Como teólogo cristão, pastor evangélico e estudante das religiões, não poderia deixar de fazer meu comentário.

Considerando que o respeito a todas religiões e crenças é fundamental,

Considerando que temos também a liberdade de ideologia e de expressão,

o Xintoísmo é uma "religião" que acaba afastando cada vez mais o indivíduo do Deus verdadeiro (Yahwéh - Javé), aquele pregado pelo Ocidente.

Logicamente aqui não irei fazer um estudo apologético (até porque essa não é minha intenção - por enquanto), mas não poderia de deixar minha opinião sobre o xintoísmo.

Só Jesus é o caminho, a verdade e a vida.




Copyright - este estudo pode ser copiado e utilizado,

desde que cite a fonte original e a fonte do plugvida.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Glossário Islâmico

Estou terminando de ler essa semana um livro sobre a História das religiões.

Desde minha época na faculdade (Unesp - Campus de Assis/SP) fui fascinado pelo estudo da História das Religiões.

Me lembro até hoje do grande professor em História da Religião, Milton Carlos Costa e de suas aulas de historiografia no 1º ano do curso de história, isso em 1999.

Adquiri o Livro: Enciclopédia do Estudante - facículo 18 - Religiões e Culturas da Editora Moderna.

O que me chamou a atenção foi o preço, apenas R$ 19,90 no Walmart. Como era o que meu exímio dinheiro podia comprar, decidi fazê-lo.

Estou realmente impressionado com esse Livro. Literalmente conseguiram  de certa forma ser imparciais nas descrições das religiões, não havendo nenhum tipo de tendência ou apologia.

Num livro técnico e didático dessa natureza devemos sempre privar pela imparcialidade.

Bom, vamos ao que interessa. Como eu havia dito no culto, abaixo vai o Glossário da parte sobre o islamismo que li no Livro em tela. Logo depois, estarei postando o Glossário judaico e o cristão.


OBS - esse glossário é bem simples e resumido. 

Se você quiser mais informações, acesse a Wikipédia.


Alá - o Deus principal do santuário de Meca, seu nome significa "Deus". Era uma divindade importante no cumprimento dos juramentos, proporcionava chuva e era o criador do mundo. Era cultuado junto de suas filhas, Al-Lat, Al-Uzza e Manat.

Batalha de Poitiers - ocorrida em 732 d.C. no centro da França, marcou o ponto de retrocesso da penetração territorial muçulmana na Europa ocidental.

Caaba - um santuário de forma cúbica em que se guardavam as estátuas de culto de mais de trezentos deuses de diferentes grupos e tribos árabes.

Califa - chefe militar, político e espiritual da comunidade islâmica. Os califas foram os sucessores de Maomé. Houve quatro principais califados: a) ortodoxo ou perfeito; b) omíada, c) abássida e d) turco.

Constantinopla - capital do Império Bizantino, foi atacada pelos muçulmanos desde 674 d.C. e foi somente conquistada em 1453 d.C. pelos turcos otomanos.

Corão ou Alcorão - Livro Sagrado dos muçulmanos. Em árabe al-Qur´an, que significa recitação. Possui 114 suratas (capítulos) que se dividem em aleyas (versículos).

El Haram - principal mesquita construída em Medina. Em árabe significa "a sagrada". O local onde foi construída seria a casa de Maomé.

Hádices - palavras atribuídas a Maomé que não correspondem a discursos públicos. Existem hádices antigos ao próprio Maomé e outros bem posteriores a ele.

Hégira - fuga de Maomé e seus seguidores da cidade de Meca para Medina em 16 de julho de 622 d.C. Em árabe a palavra significa emigração. Esse evento é tão importante aos muçulmanos que marca o começo do calendário islâmico.

Islã - em árabe significa submissão. É uma alusão ao dever de todo o muçulmano a submeter-se a Alá.

Maomé ou Muhammad -  um dos guardiões do santuário, membro da tribo dos quraisíes. Maomé conseguiu reformar o politeísmo ancestral e unificar as tribos árabes em torno de uma religião que reconhecia Alá como único deus. Em árabe seu nome é Muhammad ibn Abdallah.

Maulawiya - membros da confraria sufis. Conhecidos como os "dervies dançantes". Essa confraria foi fundada por Rumi, um místico muçulmano famoso.

Meca - era um importante ponto de confluência das rotas comerciais. Era também um centro religioso de primeira ordem em torno da Caaba.

Medina - se chamava Yathrib. Após a hégira passaram a chamá-la de "cidade do profeta" em árabe Madinat rasul Allah. Ficou conhecida como Madinat (em português - Medina). É a segunda cidade principal para os muçulmanos, após Meca.

Muçulmano - termo utilizado para designar quem segue a religião islâmica.

Sufis ou Sufismo - movimento que se desenvolveu no islã que planejava uma busca espiritual interior. Os seguidores eram chamados de sufis, talvez por causa das roupas que vestiam, feitas de lã (chamadas de suf em árabe).

Sunna - em árabe significa tradição. Representa a primeira época do islã como a mais gloriosa e exemplar que serve de referência para o presente.


PS - ainda não terminei, depois continuo postando aqui o restante do glossário.


No amor do nosso Senhor Jesus Cristo,


Pr. Júlio César L. Ronqui

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...