sexta-feira, 29 de julho de 2011

Arqueologia: Túmulo de Apóstolo Felipe teria sido descoberto

Também matéria da Folha de São Paulo na edição de 29/07/2011.

Uma equipe de arqueólogos dirigida pelo italiano Francesco d'Andria afirmou ter encontrado na cidade turca de Pamukkale, antiga Hierápolis (oeste), o túmulo de São Filipe, um dos doze apóstolos de Jesus. A informação é da agência de notícias Anatólia.

"Tentamos encontrar há anos o túmulo de Filipe. Finalmente o encontramos entre os escombros de uma igreja que escavamos há cerca de um mês", explicou o arqueólogo, acrescentando que a tumba ainda não foi aberta.

"Um dia será aberta, sem dúvida. Esta descoberta é de grande importância para a arqueologia e o mundo cristão", afirmou.

Originário da Galileia, atual Israel, Filipe foi um dos discípulos de Cristo. Teria viajado para evangelizar as regiões da Ásia Menor e foi crucificado pelos romanos em Hierápolis, na Frígia.

A atual Pamukkale é um local turístico conhecido por suas águas termais, suas rochas sedimentares e sua pedra calcárea branca, de onde vem o nome da cidade, que significa em turco "castelo de algodão".

veja matéria na Folha clique aqui.

Arqueologia descobre provável descendente Sacerdotal

Saiu no Jornal Folha de São Paulo, edição de 30/06/2011.

Arqueólogos israelenses confirmaram a autenticidade de um ossuário (caixa usada para guardar ossos depois da fase inicial de sepultamento) pertencente à família do sacerdote que teria conduzido o julgamento de Jesus.

A peça, feita em pedra e decorada com motivos florais estilizados, data provavelmente do primeiro século da Era Cristã -tem, portanto, uns 2.000 anos.

A inscrição no ossuário, em aramaico ("primo" do hebraico, língua do cotidiano na região durante a época de Cristo), diz: "Miriam [Maria], filha de Yeshua [Jesus], filho de Caifás, sacerdote de Maazias de Beth Imri".

O nome "Caifás" é a pista crucial, afirmam os arqueólogos Boaz Zissu, da Universidade Bar-Ilan, e Yuval Goren, da Universidade de Tel-Aviv, que estudaram a peça.

Afinal, José Caifás é o nome do sumo sacerdote do Templo de Jerusalém que, segundo os Evangelhos, participou do interrogatório que levaria à morte de Jesus junto com seu sogro, Anás.

Não se sabe se Miriam seria neta do próprio Caifás bíblico ou de algum outro membro da família sacerdotal. O ossuário, no entanto, liga a parentela à casta de Maazias, um dos 24 grupos sacerdotais que serviam no Templo.

O governo israelense diz que o ossuário estava nas mãos de traficantes de antiguidades, impedindo o estudo de seu contexto original.

fonte: folha - clique aqui.

Morreu John Stott - grande teólogo anglicano

Não poderíamos deixar de fazer nossa singela homenagem ao grande teólogo anglicano John Stott, que morreu quarta-feira, 27/07/11.

Matéria saiu no jornal The Christian Post, veja:

Líderes evangélicos cristãos de todo o mundo estão de luto pela morte da figura evangélica, John Stott, que morreu na quarta-feira aos 90 anos de idade.

Stott, conhecido por moldar o evangelicalismo do século 20 através de seus escritos e pregações, morreu às 3:15h da tarde em sua casa de repouso em St. Barnabas College, localizada a 30 quilômetros de distância de Londres.Ele estava cercado por seu antigo secretário Frances Whitehead e amigos próximos que liam as Escrituras e ouviam "Messiah” de Handel, quando ele faleceu.

Um teólogo anglicano do Reino Unido, Stott foi o arquiteto-chefe do Pacto de Lausanne 1974 e autor de mais de 50 livros cristãos de complexa Teologia e explicou isso de uma forma que os leigos poderiam entender.

Um de seus livros mais populares o Cristianismo Básico (Basic Christianity) (1958), que foi traduzido em mais de 60 línguas, segundo a editora de livros cristãos InterVarsity Press.

Ele também influenciou milhões de Cristãos através de outros títulos bem conhecidos, incluindo Cristo o Polemista (Christ the Controversialist) (1970), Problemas Enfrentados por Cristãos de hoje (Issues Facing Christians Today) (1984) e aquele que ele sempre considerou seu melhor: A Cruz de Cristo (The Cross of Christ) (1986).

veja matéria na íntegra, clique aqui.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Estudo sobre o Apocalipse de João

Até que em fim o tão "falado" estudo do Apocalipse.

Não foi fácil. Demorou, mas está aí.

Esse trabalho foi desenvolvido por meio da Monografia que apresentei na FATEGE (Faculdade de Teologia Genebra) em dezembro de 2010.

O trabalho engloba quatro visões interpretativas do Apocalipse.

Preterista, Idealista, Dispensacionalistas Clássica e Progressiva.

É importante ressaltar que é necessário conhecer essas visões para compreender melhor o Livro de João.

O leitor ao final do trabalho deverá por si só compreender a grandeza do Livro "Revelações" (Apocalipse) e tomar pra si qual das visões interpretativas melhor se encaixa em seu pensamento.

Em outras palavras, ao findar o estudo bíblico, o irmão(a) deverá ter sua própria visão interpretativa, a qual irá melhor se enquandrar em sua crença e fé.

Não existe visão interpretativa errada ou certa nesse Livro. A verdade é que o Apocalipse é um livro muito importante para os cristãos e deve sim ser estudado a finco.

Graça e paz.

Baixe o estudo clicando aqui.


Obs - o estudo está em PDF, e autorizo a cópia e reprodução desse trabalho, desde que você cite todas as fontes, inclusive a Caape.

sábado, 4 de junho de 2011

Linha do Tempo - alta definição


Pra quem gosta de história e datas estou postando a Linha do Tempo.

Algumas datas não são precisas e há muita controvérsia entre doutrinadores, porém já dá pra termos uma idéia bem legal da cronologia dos tempos.

A figura está em jpg com mais de 5mb com definição de (9000 x 3000pixels)

Baixe a figura clicando aqui.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Vaticinium ex eventu - Profecia depois do fato

Nos livros teológicos, principalmente naqueles mais técnicos e acadêmicos, os quais tratam sobre textos bíblicos proféticos, muitas vezes encontramos o termo "vaticinium ex eventu".

Como estou de férias, então decidi escrever um pouco sobre esse termo, bastante usado no meio doutrinário teológico.

Fazendo o estudo para os Profetas Menores, li pela segunda vez, o Livro Introdução ao Antigo Testamento, dos autores renomados Raymond B. Dillard e Tremper Longman III, isso mesmo é o nome dos autores! da editora Vida Nova.

O mais fascinante é ver que a questão do "vaticinium ex eventu" é muito bem abordada nesse trabalho.

Começando, o termo "vaticinium ex eventu" vem do latim, que traduzindo para nosso português atual significa "profecia feita depois do fato ocorrido".

Em outras palavras, o termo em latim significa que um fato foi pós-dito, ou seja, depois que um determinado acontecimento ocorreu é que a profecia foi escrita.

Se formos analisar os escritos Bíblicos só de forma "espiritual", o "vaticinium ex eventu" jamais poderia existir.

Por exemplo, o Livro de Daniel, segundo os autores acima descritos (pg 317) explicam que para a maioria dos estudiosos teria sido escrito no século II a.C., e portanto, uma obra pseudônima que emprega a profecia depois do fato "vaticinium ex eventu".

Isto quer dizer que o Livro não teria sido escrito no século VI a.C., período em que Daniel viveu, mas sim, séculos depois de sua morte.

Por essa razão, o termo "vaticinium ex eventu" é mais utilizado tão somente na área universitária e acadêmica, visto que sua abrangência na doutrina cotidiana da Igreja não seria apropriada.

O "vaticinium ex eventu" ocorre em livros bíblicos proféticos, em outras palavras, Livros que abordam a temática profética ou escatológica. Por isso o Livro de Daniel, para alguns doutrinadores, é visto como uma obra em que a profecia foi descrita depois do acontecimento em si, por causa da datação da escrita, dos elementos consistentes na obra, que levam os pensadores mais críticos adotarem essa postura.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Clergyman ou gola clerical protestante.

Vejo em Rio Preto em meus encontros com pastores e lideranças que muitos ficam espantados ao me verem com o "clergyman" (gola clerical anglicana).
Então eu estou postando esse material pra elucidar as dúvidas do pessoal.
Saber nunca é demais.

abraços. Pr. Julio

Colarinho Romano e Clergyman: diferenças?
A camisa (geralmente preta) com um pequeno detalhe branco no colarinho chama-se clergyman.
A Igreja Católica hoje permite, desde o Concílio Vaticano II, em algumas condições, que esta veste seja utilizada por seu clero, mas a origem dessa veste é na verdade protestante.
O clergyman é uma invenção bastante moderna (é provável que tenha sido inventado em 1827). Aparentemente, foi inventado pelo Rev. Dr. Donald McLeod, pastor anglicano presbiteriano.
Foi desenvolvido para ser usado no trabalho cotidiano do ministro (mais prático que a batina). Ou seja, o clergyman é na verdade uma adaptação protestante da veste católica romana.

Não só os anglicanos, mas a maioria das denominações protestantes históricas costuma ter seus ministros utilizando essa veste. Metodistas, presbiterianos, luteranos e até pentecostais.

Inclusive, hoje vemos até cléricos das igrejas orientais usando o clergyman, igrejas estas que costumam ser bem mais “rígidas” na conservação de suas tradições.

Segundo artigo do apostolado Veritas Splendor:

A camisa de clergyman com colarinho em forma de tira removível (e também o rabbat, que é uma falsa camisa de frente única ou colete com colarinho, para ser usada em conjunto com um blazer e assim imitar uma camisa ou batina) foi inventada pelos protestantes "evangélicos" anglicanos nos idos de 1960, para se diferenciar dos sacerdotes católicos e também dos sacerdotes anglicanos (rejeitando assim por completo a doutrina do sacerdócio). Logo logo esta camisa foi assumida por vários outros ramos "evangélicos" mais "tradicionais" dos Estados Unidos, desde os Episcopalianos até os Metodistas. Algumas seitas evangélicas neopentecostais também encorajam seus pastores a utilizar a camisa de clergyman, mas a maioria mesmo rejeita por completo qualquer coisa que tenha colarinho e que o faça parecer um Católico Romano."

Atentar aos detalhes é a base para que o chamado “design sacro” possa de fato existir, como “área do design voltado ao culto religioso específico”, fazendo com que o trabalho de fato seja sinal de caracterização profunda de cada instituição, doutrina ou pensamento.
Pra não errar, abaixo algumas imagens mostrando a diferença entre os colarinhos:

Significado
O colarinho clerical simboliza que quem o usa é um servo, pois este colarinho estava ao redor do pescoço dos escravos no mundo antigo. As pessoas que o usam servem como Ministros de sua Palavra. Toda a igreja tem compromisso com o testemunho de Cristo no mundo, no entanto, o pastor compromete-se de modo específico com o Ministério da Palavra. Assim, o colarinho clerical simboliza esse compromisso pastoral com o anúncio do Evangelho. O colarinho branco sobre fundo preto envolvendo a garganta é simbólico da Palavra de Deus proclamada.

Relevância
O uso de símbolos é um sinal e um testemunho vivo de Deus no mundo secularizado. Pois uma das características do movimento de secularização o desprezo por sinais e símbolos religiosos. Para as pessoas o fato de ver um ministro com o colarinho clerical já é um testemunho de fé. Assim como vendo um militar lembramos-nos da Lei, e vendo um enfermeiro (a) com seu uniforme branco lembramos o hospital. Igualmente é válido para os pastores que freqüentam lugares públicos usar o colarinho clerical.

Conclusão
O Revmº. Robinson Cavalcanti, Bispo anglicano, testemunha: “Sempre viajo, e me dirijo a eventos públicos, vestido de colarinho clerical (clergyman), sem vergonha de ser cristão e de ser ministro do Evangelho. Se pouquíssimas vezes fui por isso hostilizado na Universidade, perdi a conta das centenas de oportunidades para testemunhar de Cristo, a partir desse aspecto visual”. Em nosso mundo dessacralizado, os símbolos não podem ser esquecidos. Não podemos nos conformar com o século. O colarinho clerical é um símbolo importante. Sacraliza visivelmente o mundo sinalizando a dedicação ao ministério.

fontes:
Web site ecclesiadesign visualizado em 23/03/11
Web site Missão Reformada - visualizado em 23/03/11

terça-feira, 15 de março de 2011

Xintoísmo - religião predominante no Japão

Estamos em meio a crise no Japão, sobre o terremoto de 8,9 graus, além do tsunami que atingiram o norte da ilha nipônica.

Estive lendo há semanas um material sobre religião e achei interessante postar sobre o Xintoísmo, até porque domingo passado estivemos falando sobre essa religião.

No meu ponto de vista teológico (posso até estar errado, só Deus sabe realmente das coisas) o terremoto e tsunami não possuem nenhuma relação com o fato de que no Japão a maioria da população é Xintoísta ou Budista.

Mas, cada um pensa o que quiser, não é?

Bom vamos ao breve estudo sobre o Xintoísmo.


Estudo introdutório sobre XINTOÍSMO

Por Pr. Júlio César Loureiro Ronqui. Teólogo e Bacharel em Direito.


As religiões da China e do Japão contam com grande número de fiéis e são as mais antigas entre as religiões vivas do planeta, no entanto são pouco conhecidas no Ocidente.

O Xintoísmo não ultrapassou os limites do arquipélago, ao passo que a religião sincrética chinesa influiu em países vizinhos, simultaneamente com o hinduísmo.

O xintoísmo é um amálgama de crenças e ritos ancestrais centrados na aoração de forças sobrenaturais denominadas Kami.

Sobrevive desde tempos remotos até a atualidade, mas com o decorrer dos séculos soreu inumeráveis adaptações e transormações.

Esse nome (xintoísmo) foi criado no século VI, a partir de dois conceitos chineses, Shen e to Shen.

Shen significa "espírito" em japonês, e se pronuncia "chin".

to significa "via" ou "caminho" e se pronuncia "do" em japonês.

Essa denominação servia justamente para diferenciar da palavra "Budismo" que significa Butsudo (via de Buda ou caminho de Buda)

Os Kami são os "espíritos" ou "deuses" cuja adoração é a base do xintoísmo, e são forças sobrenaturais, múltiplas e variadas que ao longo dos séculos aumentaram em número e experimentaram numerosas mutações.

O xintoísmo apresenta duas característica notáveis:

1) capacidade sincrética, ou seja, facilidade em se adaptar ou assimilar crenças de outras religiões com que convive.

2) religião nacional que favoreceu a criação de mitos próprios, sendo arcaica e conservadora, mas que passou por mudanças e adaptações ao longo da história.


Escritos xintoístas:

Não há textos canônicos de origem sacerdotal no xintoísmo, já que não existia uma classe sacerdotal organizada e hierarquizada que detivesse o controle ideológico.

No século VII o Imperador Temmu (631 a 686 d.C.) ordenou a compilação e a ordenação das genealogias (Teiki) e das narrações (Kyuji).

Em 712 d.C. o erudito e estadista O No Yasumaro escreveu um complexo japonês carregado de expressões chinesas, chamado de Kojiki (narrações das coisas antigas), contando a história do Japão até o ano 628, incluindo relatos míticos.

Em 751 aparecem dados religiosos de interesse nas antologias de poemas do século VIII, chamado de o Koifuso e Man´yoshu de 759, além de Engishiki de 927.


Os Kami:

São seres sobrenaturais com poder e capacidade superiores aos do ser humano, que residem ou se materializam em objetos e seres. O número é muito elevado e são difíceis de se representar iconograficamente.

Há três tipos de Kami:

a) os Kami da natureza e suas forças

Exemplo as árvores e pinheiros, montanhas e pedras, lagos e rios, os animais (lobos e cervos). O trovão, os astros e o vento.

b) os Kami dos uji (linhagem)

O Japão primitivo se organizava em linhagens (uji). Com a organização social mais complexa, certas linhagens se viram privilegiadas, como a linhagem Yamato.

c) os Kami de indivíduos e antepassados

Pessoas excepcionais por seu poder ou capacidades também são tidos como Kami em vida, como o caso do Imperador.


CURIOSIDADE:

A palavra Kamikaze (significa deus do vento) e se designa aos pilotos suicidas da 2ªGerra Mundial. No século XII há uma alusão de que um "tufão" de grande violência teria arrasado uma frota mongol que pretendia invadir o Japão.


Cultos xintoístas antigos:

Os cultos mais antigos eram naturalistas, sem santuários, centrados em cerimônias que se adaptavam ao calendário agrícola. Havia especialistas no sagrado, mas não formava-se uma classe sacerdotal de fato, ao contrário tinha um papel de uma espécie de "xamã" capaz de atrair os Kami e submetê-los para conhecer o futuro ou interpretar presságios.

Os matsuri eram práticas religiosas principais, espécie de oferenda e ritos para implorar aos Kami. Buscava-se atrair os Kami com oferendas (arroz, pescados e até saquê).

Além disso haviam as procissões chamadas miyuki após a ingestão de saquês que provocava uma espécie de transe aos participantes.

A partir do século XIV até 1868 houve a defesa do xintoísmo tradicional, livre do sincretismo budista, após a queda do Xogunato (Xogum era o líder efetivo - senhor feudal no período de 1192 a 1868).

Em 1868 o Xintoísmo tornou-se religião do Estado nipônico, quando então as demais regiliões passaram a ser perseguidas até que em 1889, para alinhar-se às Constituições européias, o Estado japonês optou pela liberdade de culto.

Mesmo assim o xintoísmo continuou sendo ministrado nas escolas japonesas (xintoísmo dos templos e da casa imperial), onde os alunos eram obrigados a estudar e participar de cerimônias principais.


O xintoísmo atual:

Em 1946 os EUA impôs uma legislação ao Japão chegando-se então a uma verdadeira liberdade de culto que favoreceu uma fragmentação religiosas extraordinária no Japão.

Ainda são mantidas as cerimônias do shinto imperial, num âmbito exclusivamente privado. Além disso o xintoísmo de santuário também continua enraizado nas regiões agrícolas.

Em 2005 estimava-se aproximadamente 100 milhões de fiéis e cerca de 12 a 15 milhões correspondem a alguns dos 200 novos cultos principais.


fonte:

- Carvalho, Yone e outros. Enciclopédia do estudante: religiões e culturas. Ed. Moderna : São Paulo (2008).


Visão teológica cristã apologética:

Como teólogo cristão, pastor evangélico e estudante das religiões, não poderia deixar de fazer meu comentário.

Considerando que o respeito a todas religiões e crenças é fundamental,

Considerando que temos também a liberdade de ideologia e de expressão,

o Xintoísmo é uma "religião" que acaba afastando cada vez mais o indivíduo do Deus verdadeiro (Yahwéh - Javé), aquele pregado pelo Ocidente.

Logicamente aqui não irei fazer um estudo apologético (até porque essa não é minha intenção - por enquanto), mas não poderia de deixar minha opinião sobre o xintoísmo.

Só Jesus é o caminho, a verdade e a vida.




Copyright - este estudo pode ser copiado e utilizado,

desde que cite a fonte original e a fonte do plugvida.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Glossário Islâmico

Estou terminando de ler essa semana um livro sobre a História das religiões.

Desde minha época na faculdade (Unesp - Campus de Assis/SP) fui fascinado pelo estudo da História das Religiões.

Me lembro até hoje do grande professor em História da Religião, Milton Carlos Costa e de suas aulas de historiografia no 1º ano do curso de história, isso em 1999.

Adquiri o Livro: Enciclopédia do Estudante - facículo 18 - Religiões e Culturas da Editora Moderna.

O que me chamou a atenção foi o preço, apenas R$ 19,90 no Walmart. Como era o que meu exímio dinheiro podia comprar, decidi fazê-lo.

Estou realmente impressionado com esse Livro. Literalmente conseguiram  de certa forma ser imparciais nas descrições das religiões, não havendo nenhum tipo de tendência ou apologia.

Num livro técnico e didático dessa natureza devemos sempre privar pela imparcialidade.

Bom, vamos ao que interessa. Como eu havia dito no culto, abaixo vai o Glossário da parte sobre o islamismo que li no Livro em tela. Logo depois, estarei postando o Glossário judaico e o cristão.


OBS - esse glossário é bem simples e resumido. 

Se você quiser mais informações, acesse a Wikipédia.


Alá - o Deus principal do santuário de Meca, seu nome significa "Deus". Era uma divindade importante no cumprimento dos juramentos, proporcionava chuva e era o criador do mundo. Era cultuado junto de suas filhas, Al-Lat, Al-Uzza e Manat.

Batalha de Poitiers - ocorrida em 732 d.C. no centro da França, marcou o ponto de retrocesso da penetração territorial muçulmana na Europa ocidental.

Caaba - um santuário de forma cúbica em que se guardavam as estátuas de culto de mais de trezentos deuses de diferentes grupos e tribos árabes.

Califa - chefe militar, político e espiritual da comunidade islâmica. Os califas foram os sucessores de Maomé. Houve quatro principais califados: a) ortodoxo ou perfeito; b) omíada, c) abássida e d) turco.

Constantinopla - capital do Império Bizantino, foi atacada pelos muçulmanos desde 674 d.C. e foi somente conquistada em 1453 d.C. pelos turcos otomanos.

Corão ou Alcorão - Livro Sagrado dos muçulmanos. Em árabe al-Qur´an, que significa recitação. Possui 114 suratas (capítulos) que se dividem em aleyas (versículos).

El Haram - principal mesquita construída em Medina. Em árabe significa "a sagrada". O local onde foi construída seria a casa de Maomé.

Hádices - palavras atribuídas a Maomé que não correspondem a discursos públicos. Existem hádices antigos ao próprio Maomé e outros bem posteriores a ele.

Hégira - fuga de Maomé e seus seguidores da cidade de Meca para Medina em 16 de julho de 622 d.C. Em árabe a palavra significa emigração. Esse evento é tão importante aos muçulmanos que marca o começo do calendário islâmico.

Islã - em árabe significa submissão. É uma alusão ao dever de todo o muçulmano a submeter-se a Alá.

Maomé ou Muhammad -  um dos guardiões do santuário, membro da tribo dos quraisíes. Maomé conseguiu reformar o politeísmo ancestral e unificar as tribos árabes em torno de uma religião que reconhecia Alá como único deus. Em árabe seu nome é Muhammad ibn Abdallah.

Maulawiya - membros da confraria sufis. Conhecidos como os "dervies dançantes". Essa confraria foi fundada por Rumi, um místico muçulmano famoso.

Meca - era um importante ponto de confluência das rotas comerciais. Era também um centro religioso de primeira ordem em torno da Caaba.

Medina - se chamava Yathrib. Após a hégira passaram a chamá-la de "cidade do profeta" em árabe Madinat rasul Allah. Ficou conhecida como Madinat (em português - Medina). É a segunda cidade principal para os muçulmanos, após Meca.

Muçulmano - termo utilizado para designar quem segue a religião islâmica.

Sufis ou Sufismo - movimento que se desenvolveu no islã que planejava uma busca espiritual interior. Os seguidores eram chamados de sufis, talvez por causa das roupas que vestiam, feitas de lã (chamadas de suf em árabe).

Sunna - em árabe significa tradição. Representa a primeira época do islã como a mais gloriosa e exemplar que serve de referência para o presente.


PS - ainda não terminei, depois continuo postando aqui o restante do glossário.


No amor do nosso Senhor Jesus Cristo,


Pr. Júlio César L. Ronqui

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ler a Bíblia

Esse texto foi enviado pelo irmão Marcos.

Ler a Bíblia.

Quando fui convidado a falar sobre ler a Bíblia eu logo pensei: Como descrever o indescritível? Não queria apenas falar que é o livro mais vendido, o mais traduzido e o mais publicado na história da humanidade e outras coisas que todo mundo já sabe.

Pensei em falar dos motivos que me davam tanto medo de ler a Bíblia, como a linguagem difícil, texto longo e cansativo, cheio de palavras complicadas e duras que não tenho entendimento nem unção para compreender e cumprir.

Resolvi então contar a minha própria experiência, um dia tomei coragem e comprei uma Bíblia NTLH (Nova Tradução dos Dias de Hoje), e iniciei a leitura diária, confesso que desanimei algumas vezes, mas aos poucos fui sendo conquistado e acabei pegando o gosto pela leitura bíblica.

Hoje eu já não consigo passar um dia sequer sem ler ou ouvir a bíblia, se tornou um hábito que realizo com alegria e não abro mão, atualmente eu leio apenas um capítulo por dia, mais importante do que a quantidade é a freqüência.

Na Bíblia encontramos: poesia, profecia, história, geografia, aventura, romance e principalmente orientação espiritual, é um exercício contínuo de aprendizagem.

Lendo a Bíblia você vai conhecendo melhor a Deus e os seus planos para a nossa vida, uma observação importante é não tentar entender tudo no momento que você estiver lendo, certas partes serão entendidas no momento certo, não podemos confundir a Bíblia com um manual de instruções, alguns dos seus ensinamentos levam tempo para a sua total compreensão, então não tenha pressa.

Sugestões para uma melhor leitura bíblica:

  • Faça uma oração antes e após a leitura, irá melhorar o seu entendimento;
  • Não leia muitos capítulos em um só dia, tente ler e refletir;
  • Procure um lugar calmo e silencioso para a sua leitura;
  • Procure ler todos os dias, se possível no mesmo horário;
  • Comece por livros de melhor compreensão como: Gêneses, Provérbios, Evangelho de João e Atos.

Faço um convite a todos, vamos embarcar nesta maravilhosa viagem que é ler a Bíblia.

Marcos V. de Jesus

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O que é adorar em Espírito e Verdade?

Muitos pensam que para adorar a Deus é necessário estar em um templo cercado de pessoas em atitude reverente. Para elas é preciso um momento de concentração, reforçado com meditação, rezas e orações. É o que chamam de ambiente propício. Este ambiente geralmente surge de um envolvimento emocional promovido pela expectativa de milagres, profecias, manifestações, etc.
Consideram que adorar a Deus em espírito e em verdade é fruto da emoção, da vontade e do intelecto do homem. Para Eles adoração sem emoção, ou sem intelecto não é adoração, e é possível adorar em verdade sem ter nascido do Espírito, ou adorar em espírito sem ter nascido da Verdade.

Porém, a Bíblia demonstra que, se o homem adora em espírito, concomitantemente ele está na Verdade, e se adora 'em verdade' é porque vive em Espírito! Adoração não é um estilo de vida como apregoam. Adorar em espírito e em verdade só é possível quando se conhece a Deus, ou seja, quando Deus passa a habitar no homem
"O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós" ( Jo 14:17 ).

Quando é que o homem passa a estar em Deus e Deus no homem, fazendo morada? ( 1Co 3:16 ). Somente após crer na mensagem do evangelho "Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa" ( Ef 1:13 ).
Muitos se escudam no legalismo, outros no formalismo, sem nos esquecermos dos tradicionalistas. Os emocionalistas acusam os racionalistas, e surgem inúmeras forma de fanatismos. Porém, todos se esquecem que somente os nascidos de novo podem adorar a Deus em espírito e em verdade.
Quando o homem nasce de novo através da mensagem do evangelho, não há um tempo ou lugar específico para adorar. Os verdadeiros adoradores adoram em todo tempo e em todos os lugares.


Um verdadeiro adorador não está vinculado a templos, pois é templo e morada do Espírito Santo ( 1Co 3:16 );
Um verdadeiro adorador não necessita de sacrifícios, pois é sacrifício vivo, santo e agradável a Deus ( Rm 12:1 );
Um verdadeiro adorador oferta a Deus sacrifício de louvor, ou seja, o fruto dos lábios que professam a Cristo ( Hb 13:15 );
Um verdadeiro adorador não precisa de intermediário, pois exerce sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais a Deus ( 1Pe 2:5 );
Um verdadeiro adorador não precisa de tempo específico, pois o momento da adoração foi estabelecido quando Cristo chegou entre os homens, em que os verdadeiros adoradores adoram em espírito e em verdade ( Jo 4:23 ).


Em suma: para adorar em espírito e em verdade é preciso crer no que anunciou os profetas:

“Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e criai em vós um coração novo e um espírito novo (...) Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis” ( Ez 18:31 ; Ez 36:25 -27).

Somente o Espírito Eterno “Então (Deus) aspergirei...” (v. 31), pode purificar o homem através da palavra do evangelho (água pura). O 'aspergir água pura' é o mesmo que nascer da água. Somente Deus pode aspegir a água pura, ou seja, o nascer do Espírito. Somente Deus pode fazer do homem uma nova criatura, com novo coração e um novo espírito ( Sl 51:10 ; Is 57:15 ).
A nova criatura, ou o novo homem em Cristo é gerado de Deus para a sua glória ( Jo 1:12 ). Deus cria, forma e faz o novo homem em verdadeira justiça e santidade para a sua própria glória
"A todos os que são chamados pelo meu nome e os que criei para a minha glória, os formei, e também os fiz" ( Is 43:7 ). Somente os nascidos da água e do Espírito, ou seja, da verdade e do Espírito são capazes de adorar a Deus em espírito e em verdade, pois estes foram criados para louvor da glória de Deus, ou seja, adoração verdadeira ( Ef 1:6 ; Ef 1:12 e Ef 1:14 ).

O verdadeiro louvor e adoração são provenientes da obra criativa de Deus (nova criatura), pois quem dentre as suas criaturas poderá acrescentar honra, glória e louvor a Deus? É por isso que Deus faz todas as coisas para e em louvor de sua glória!

Leia na íntegra::Estudo Bíblico.org

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sejam bem vindos!

 Sejam bem vindos ao nosso Blog de Estudos.

Aqui você encontrará estudos na área teológica e também secular, ou seja, um vasto conteúdo que estaremos disponibilizando com o passar do tempo.

Você pode também participar mandando sua dica, sugestão e matéria para:

plugvida@bol.com.br


Um grande abraço a todos e que você possa curtir e aprender cada vez mais em nosso Blog de Estudos.

Pr. Júlio César

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