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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Vaticinium ex eventu - Profecia depois do fato

Nos livros teológicos, principalmente naqueles mais técnicos e acadêmicos, os quais tratam sobre textos bíblicos proféticos, muitas vezes encontramos o termo "vaticinium ex eventu".

Como estou de férias, então decidi escrever um pouco sobre esse termo, bastante usado no meio doutrinário teológico.

Fazendo o estudo para os Profetas Menores, li pela segunda vez, o Livro Introdução ao Antigo Testamento, dos autores renomados Raymond B. Dillard e Tremper Longman III, isso mesmo é o nome dos autores! da editora Vida Nova.

O mais fascinante é ver que a questão do "vaticinium ex eventu" é muito bem abordada nesse trabalho.

Começando, o termo "vaticinium ex eventu" vem do latim, que traduzindo para nosso português atual significa "profecia feita depois do fato ocorrido".

Em outras palavras, o termo em latim significa que um fato foi pós-dito, ou seja, depois que um determinado acontecimento ocorreu é que a profecia foi escrita.

Se formos analisar os escritos Bíblicos só de forma "espiritual", o "vaticinium ex eventu" jamais poderia existir.

Por exemplo, o Livro de Daniel, segundo os autores acima descritos (pg 317) explicam que para a maioria dos estudiosos teria sido escrito no século II a.C., e portanto, uma obra pseudônima que emprega a profecia depois do fato "vaticinium ex eventu".

Isto quer dizer que o Livro não teria sido escrito no século VI a.C., período em que Daniel viveu, mas sim, séculos depois de sua morte.

Por essa razão, o termo "vaticinium ex eventu" é mais utilizado tão somente na área universitária e acadêmica, visto que sua abrangência na doutrina cotidiana da Igreja não seria apropriada.

O "vaticinium ex eventu" ocorre em livros bíblicos proféticos, em outras palavras, Livros que abordam a temática profética ou escatológica. Por isso o Livro de Daniel, para alguns doutrinadores, é visto como uma obra em que a profecia foi descrita depois do acontecimento em si, por causa da datação da escrita, dos elementos consistentes na obra, que levam os pensadores mais críticos adotarem essa postura.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Glossário Islâmico

Estou terminando de ler essa semana um livro sobre a História das religiões.

Desde minha época na faculdade (Unesp - Campus de Assis/SP) fui fascinado pelo estudo da História das Religiões.

Me lembro até hoje do grande professor em História da Religião, Milton Carlos Costa e de suas aulas de historiografia no 1º ano do curso de história, isso em 1999.

Adquiri o Livro: Enciclopédia do Estudante - facículo 18 - Religiões e Culturas da Editora Moderna.

O que me chamou a atenção foi o preço, apenas R$ 19,90 no Walmart. Como era o que meu exímio dinheiro podia comprar, decidi fazê-lo.

Estou realmente impressionado com esse Livro. Literalmente conseguiram  de certa forma ser imparciais nas descrições das religiões, não havendo nenhum tipo de tendência ou apologia.

Num livro técnico e didático dessa natureza devemos sempre privar pela imparcialidade.

Bom, vamos ao que interessa. Como eu havia dito no culto, abaixo vai o Glossário da parte sobre o islamismo que li no Livro em tela. Logo depois, estarei postando o Glossário judaico e o cristão.


OBS - esse glossário é bem simples e resumido. 

Se você quiser mais informações, acesse a Wikipédia.


Alá - o Deus principal do santuário de Meca, seu nome significa "Deus". Era uma divindade importante no cumprimento dos juramentos, proporcionava chuva e era o criador do mundo. Era cultuado junto de suas filhas, Al-Lat, Al-Uzza e Manat.

Batalha de Poitiers - ocorrida em 732 d.C. no centro da França, marcou o ponto de retrocesso da penetração territorial muçulmana na Europa ocidental.

Caaba - um santuário de forma cúbica em que se guardavam as estátuas de culto de mais de trezentos deuses de diferentes grupos e tribos árabes.

Califa - chefe militar, político e espiritual da comunidade islâmica. Os califas foram os sucessores de Maomé. Houve quatro principais califados: a) ortodoxo ou perfeito; b) omíada, c) abássida e d) turco.

Constantinopla - capital do Império Bizantino, foi atacada pelos muçulmanos desde 674 d.C. e foi somente conquistada em 1453 d.C. pelos turcos otomanos.

Corão ou Alcorão - Livro Sagrado dos muçulmanos. Em árabe al-Qur´an, que significa recitação. Possui 114 suratas (capítulos) que se dividem em aleyas (versículos).

El Haram - principal mesquita construída em Medina. Em árabe significa "a sagrada". O local onde foi construída seria a casa de Maomé.

Hádices - palavras atribuídas a Maomé que não correspondem a discursos públicos. Existem hádices antigos ao próprio Maomé e outros bem posteriores a ele.

Hégira - fuga de Maomé e seus seguidores da cidade de Meca para Medina em 16 de julho de 622 d.C. Em árabe a palavra significa emigração. Esse evento é tão importante aos muçulmanos que marca o começo do calendário islâmico.

Islã - em árabe significa submissão. É uma alusão ao dever de todo o muçulmano a submeter-se a Alá.

Maomé ou Muhammad -  um dos guardiões do santuário, membro da tribo dos quraisíes. Maomé conseguiu reformar o politeísmo ancestral e unificar as tribos árabes em torno de uma religião que reconhecia Alá como único deus. Em árabe seu nome é Muhammad ibn Abdallah.

Maulawiya - membros da confraria sufis. Conhecidos como os "dervies dançantes". Essa confraria foi fundada por Rumi, um místico muçulmano famoso.

Meca - era um importante ponto de confluência das rotas comerciais. Era também um centro religioso de primeira ordem em torno da Caaba.

Medina - se chamava Yathrib. Após a hégira passaram a chamá-la de "cidade do profeta" em árabe Madinat rasul Allah. Ficou conhecida como Madinat (em português - Medina). É a segunda cidade principal para os muçulmanos, após Meca.

Muçulmano - termo utilizado para designar quem segue a religião islâmica.

Sufis ou Sufismo - movimento que se desenvolveu no islã que planejava uma busca espiritual interior. Os seguidores eram chamados de sufis, talvez por causa das roupas que vestiam, feitas de lã (chamadas de suf em árabe).

Sunna - em árabe significa tradição. Representa a primeira época do islã como a mais gloriosa e exemplar que serve de referência para o presente.


PS - ainda não terminei, depois continuo postando aqui o restante do glossário.


No amor do nosso Senhor Jesus Cristo,


Pr. Júlio César L. Ronqui

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